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INTRODUÇÃO

Há uma variedade de nomes que se dá ao Pequeno Grupo. Alguns o chamam de Célula, Grupo Caseiro, Grupo Pequeno, Grupo de Amizade, etc., mas não importa o nome, mas sim a sua característica de agregar regularmente um pequeno grupo de discípulos de Cristo para comunhão e, principalmente, para a evangelização. O propósito é que haja um crescimento dos discípulos em qualidade e em quantidade, conforme o modelo da igreja primitiva em Atos 2:46, 47 e 5:42:

“E todos os dias, no templo e de casa em casa, não cessavam de ensinar e de pregar Jesus, o Cristo. Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos”.

 

I – CARACTERÍSTICAS DE UMA REUNIÃO DO PEQUENO GRUPO:

1- Recepção – À medida que as pessoas forem chegando à reunião o líder, o anfitrião e demais componentes devem cumprimentá-las calorosamente, mostrando amor e interesse.

2- Apresentação – As pessoas novas devem ser apresentadas às demais, de modo a darem início à familiarização e se sentirem mais à vontade.

3- Descontração O ambiente deve ser de descontração e não ameaçador. Este é um momento para relacionamentos comecem a ser estabelecidos de um modo natural, deixe o visitante a vontade e não se sentindo pressionado.

4- Boas Vindas – No momento marcado para o início, o líder deve dirigir-se a todos, de um modo bem natural, dizendo da sua alegria pela presença de todos e dando as boas vindas.

5- Quebra-gelo Pode ainda ser usado um rápido quebra-gelo, especialmente nas primeiras semanas do Pequeno Grupo, quando há muitas pessoas novas. Exemplo:

–  Pedir que cada um, em uma frase, diga qual a coisa mais importante que aconteceu em sua vida durante a semana. (compartilhe na reunião com os lideres o que você fez, e qual foi o resultado)

6- Objetivo e tempo – Esta parte não deve ultrapassar os cinco minutos. Seu objetivo é criar um ambiente familiar para a célula e favorecer o relacionamento.

7- Ambiente Tenha em vista que, desde a primeira reunião, deve ser criado um ambiente de família, confiança e relacionamentos pessoais.

8- Cânticos – É interessante que haja louvores. Cante 1 ou 2 cânticos no máximo, porém, evite cânticos longos ou cuja a letra a pessoa não vai entender.

9- Compartilhamento (Bênçãos da semana) – Oportunidade testemunhos de bênçãos, milagres, ou compartilhamento de situações que sejam de interesse e edificação espiritual dos presentes.

10- Exposição da Palavra – Este é um momento chave quando Deus vai falar através de Sua Palavra escrita, a Bíblia Sagrada. O ministrante da Palavra pode utilizar o esboço que está na seção deste aplicativo: “ESTUDOS PARA PEQUENOS GRUPOS”. Não queira falar um assunto que você não está preparado. Também poderão ser utilizados os esboços das mensagens pregadas no domingo anterior, se esta for a orientação do seu pastor ou coordenador.

11- Aplicação da Palavra

a) Pode-se aplicar à medida que expõe cada parte do texto, ou no final da mensagem, pergunta ao grupo: “O que você aprende com este texto?”, ou “O que isto significa para a sua vida”, etc. (sempre fazendo perguntas que levam à reflexão e à aplicação prática da Palavra na vida e no dia-a-dia de cada um).

b) Confronte e desafie cada discípulo à medida que aplica a Palavra à sua vida e às suas necessidades.

c) Se fizer apelo de salvação aos não convertidos, faça-o de modo discreto sem pressioná-los. Não tente persuadi-los com os seus argumentos, isto pode criar um desconforto para eles. Quem sabe, o visitante ainda precisa ouvir mais da Palavra de Deus outras vezes para tomar uma decisão. É o Espirito Santo que convence. Se alguém fizer a oração de entrega, peça que se manifeste para que todos orem confirmando a sua confissão de fé e agradecendo a Deus pela sua decisão. É MUITO IMPORTANTE que o Líder imediatamente indique para cada novo convertido um(a) DISCIPULADOR(A) que vai acompanhá-lo, integrá-lo à igreja e consolidá-lo através dos estudos bíblicos “PRIMEIROS PASSOS DA SUA NOVA VIDA” que estão aqui neste aplicativo.

12- Oração pelos pedidos – Pergunte quem gostaria de fazer um pedido de oração e ore especificamente por cada pedido (divida com os mais maduros).

13- Encerramento – Convide-os a se confraternizar. Lembre-os de trazerem um novo convidado na próxima reunião.

 

II – REUNIÃO SEMANAL DO PEQUENO  GRUPO  – Roteiro para uma hora de reunião

05 min – Bem-vindo / Apresentações

10 min – Quebra-Gelo (Apenas quando houver visitante (1ª vez) ou enquanto o grupo ainda não estiver muito à vontade para compartilhar)

10 min – Compartilhamento (Bênçãos da semana)

20 min – Exposição da Palavra

10 min – Aplicação da Palavra

05 min – Oração pelos pedidos / Encerramento

 

III – CARACTERÍSTICAS DO LÍDER DO PEQUENO GRUPO

  1. Esteja no dia e horário marcado pontualmente.
  2. Esteja bem trajado, limpo e com bom hálito. Seja educado e gentil.
  3. Não faça nada sozinho; dê oportunidade para os lideres auxiliares e que os participantes compartilhem suas necessidades e testemunhos.
  4. Reconheça sempre com gratidão ao anfitrião e peça que apresente seus convidados.
  5. Respeite a casa do anfitrião e seus vizinhos. É normal que no final da reunião haja alguns minutos para comunhão e descontração, mas fique atento que este tempo não se prolongue inconvenientemente. O líder deve tomar a iniciativa de, discreta e delicadamente, retirar os convidados para não abusar ou causar transtornos à família anfitriã.
  6. Também é recomendável que o líder, juntamente com os membros da célula, antes e retirar-se, promova a arrumação e limpeza do espaço que foi ocupado para a reunião, evitando assim sobrecarregar a família anfitriã.

 

IV – A ESTRUTURA DO PEQUENO GRUPO

Equipe de Liderança: Líder, Vice-Líder, Secretário(a) e Anfitrião.

Lugar de Reunião: Casas, escritórios, escolas e em qualquer lugar onde se possa ter uma reunião com um grupo pequeno.

Dia e Hora: conforme a conveniência do Líder de Célula, do Anfitrião e da maioria dos membros ou frequentadores do Pequeno Grupo.

Duração: Uma hora e máximo uma hora e meia.

 

V – MANTENDO O FOCO EVANGELÍSTICO DO PEQUENO GRUPO

NOSSA MISSÃO – Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as grandezas daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz (I Pe. 2:9).

CHAVE: Onde começa o processo da Evangelização? Na amizade. Mas o seu propósito é levá-la a Cristo. Porém, este não é o ponto final do processo, é apenas o 1º degrau.

 

VI – COMO FORMAR UM PEQUENO GRUPO PARA A EVANGELIZAÇÃO

Algumas estratégias serão usadas para acelerar a colheita de almas. Sugestão:

1- ORAÇÃO DOS TRÊS POR UM MÊS

  • O líder que intenta formar um Pequeno Grupo (Célula) consegue mais duas pessoas convertidas.
  • Cada uma delas, em oração, seleciona três conhecidos descrentes.
  • Todos os membros do grupo recebem os três nomes dos outros integrantes. Provavelmente amigos do tempo de descrente.
  • Reúnem-se uma vez por semana, por uma hora, por quatro semanas, para orar especificamente pela conversão daquelas pessoas. Esta reunião é exclusiva de oração por aqueles descrentes.
  • Oram todos os dias por todos os nomes dos integrantes do grupo. Jejuam, fazem guerra espiritual, atando os poderes do inferno que prendem aquelas vidas, resistindo o espírito de cegueira espiritual do deus deste século e liberam o espírito de arrependimento e salvação. Cada um, portanto, tem o compromisso de orar por nove pessoas todos os dias.

2- CONTATO AMISTOSO

Após os trinta dias de oração, estabelece-se um contato com cada pessoa em um encontro informal para aprofundar o vínculo de amizade. Na semana seguinte seguirá o próximo passo.

3- CONTATO EVANGELÍSTICO

Faz-se um convite para um chá, um lanche ou um passeio, caso seja oportuno. Neste encontro compartilha o que Deus tem feito em sua vida e apresenta o plano de salvação. Por exemplo: “As Quatro Leis Espirituais” ou qual outro material evangelístico poderão ser usados.

4- LEVANDO A JESUS

Não precisa esperar até que ela vá à igreja ou ao Pequeno Grupo. Ali mesmo você levá-la a fazer a oração de entrega da sua vida a Jesus. Seja qual for o resultado dessa apresentação do plano de salvação, siga o próximo passo.

5- CONDUZINDO O NOVO NA FÉ

Se a pessoa que você está evangelizando entregou a vida a Jesus, confessando-o como Senhor e Salvador, você precisa encaminhá-la para o seu crescimento espiritual. Ofereça imediatamente o estudo bíblico “PRIMEIROS PASSOS DA SUA NOVA VIDA”, que está neste Aplicativo, e estude com ela uma lição por semana.

6- REUNIÕES DO PEQUENO GRUPO

Convide-a para participar das reuniões do Pequeno Grupo. Até então o Pequeno Grupo era de fato um embrião: três discípulos se reuniam para orar pela conversão dos seus amigos. Agora que eles começam a vir, e o grupo entra no estágio de formação.

7- CULTOS REGULARES DA IGREJA

Depois que ela estiver familiarizada no Pequeno Grupo (ou Célula), convide-a ao culto principal da Igreja e também na Escola Bíblica Dominical.

8- EVENTOS DE COLHEITA

  • Convidar a pessoa sendo evangelizada, a participar de qualquer evento de colheita que porventura esteja sendo realizado. (culto do amigo, família, sempre com a visão da integração e crescimento espiritual do novo discípulo)
  • Novos discípulos devem ser gerados a cada Pequeno Grupo de Evangelização. Uma estratégia é conservar uma cadeira vazia na reunião destinada àquele que deveria estar presente, mas não esteve. Todos oram para que ele venha na próxima reunião. Ganhar uma nova pessoa deve ser a meta mínima.

 

VII – PREPARANDO OS DISCIPULADORES

O alvo de um Pequeno Grupo (ou Célula) não é ser apenas um grupo permanente de comunhão, mas que gere outro grupo através da multiplicação dos discípulos, porém, para que isto aconteça É NECESSÁRIO TREINAR LÍDERES DISCIPULADORES.

Este assunto está sendo tratado em outro estudo neste Aplicativo, com o título FORMAÇÃO DE DISCIPULADORES ATRAVÉS DO PROCESSO DDI –“DISCÍPULOS DE INTIMIDADE”.

Não deixe de estudá-lo e aplicá-lo para que o seu Pequeno Grupo (ou Célula) cumpra o seu propósito de ganhar muitas vidas para o Reino de Deus e gerar outro Pequeno Grupo, que, por sua vez, vai ganhar mais vidas para o Reino de Deus e gerar outro Pequeno Grupo, em um processo contínuo de multiplicação dos discípulos do Senhor Jesus.

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